Logo após o II CONNEPI, (sa semana seguinte pra ser exato) houve a II Jornada Nacional da Produção Científica em Educação Profissional e Técnológica. Ocorreu em São Luiz, MA, de 04 a 06 de dezembro. Apesar dos muitos trabalhos aprovados (só de TSI eram 8!) somente 4 projetos foram apresentados por lá: 3 de Sistemas de Informação (o WebWeka – meu último PIBIC – o Automalab, e o Controle de Acesso de Dalasiel, Jardenes, e companhia) e mais um trabalho de Segurança do Trabalho, de Raquel, aluna do Prof. Robson.
Essa não foi a viagem mais tranquila pra gente que saiu do cefet pe. Primeiro que a força nacional está por lá, e tomou de última hora o nosso alojamento. Até que soubéssemos disso com certeza, foi preciso chegar em São Luiz, o que aliás, já foi uma aventura: 31hrs de busão, com direito a ficar perdido no caminho e quebra do ônibus. Pois é! na altura de Miranda do Norte, o lubrificante estava misturando com o diesel, (segundo os motoristas) por conta de um pistão que quebrou. Paramos algumas vezes, e enfrentamos cidades como Picos no interior do Piauí, onde a água que saía da torneira a noite era MUITO, mas MUITO quente.
Ao chegarmos, confirmamos que ficaríamos no cefet ma (o qual não tem boa estrutura física, apesar dos muitos cursos superiores), que não teríamos colchonetes (o que conseguimos depois de muita choradeira), e que iríamos ficar alojados em salas sem ar-condicionado (que também choramos e conseguimos uma sala na área – não tanto assim – nova, e com ar-condicionado). Chegamos e rapidamente fomos nos aprontar pra o início do evento, no dia 4 mesmo, a noite.
As palestras não foram tão entusiasmantes, e serviram mais pra tentar conhecer o ambiente do Centro de Convenções de São Luiz. Aliás, muito bom mesmo. Auditórios gigantescos, imensa área pra refeitório, muitas salas climatizadas… só pecou por não disponibilizar rede wireless em local algum. Pra tentar sanar isso, o evento montou uma “Lan-house free” mas que não tinha wireless. Pra acessar, era necessário ter o cabo já feitinho, pra plugar no switch. E isso pra ser feliz, já que não permitiam tirar o cabo de algum outro computador pra usar em notebook.
Apresentei meu trabalho no dia 5, com uma platéia exclusivamente de Paraibanos. Os amigos do I Connepi (Natal) vieram me ver, e passamos um bom tempo juntos. Muitos deles até mudaram seus trabalhos de lá pra cá, mas ainda assim, ótimos trabalhos (reconhecimento de doenças da laringe através da voz, análise de softwares de microfita, trabalho com tratamento de imagens,…) muito interessantes. Parabéns Hannieri (Chitão), Taciana, Fagner e toda a turma do cefet pb. Ajudei também nas apresentações de Dalá, pois colocaram os 2 trabalhos dele com apresentação simultânea.
Nas tentativas de descontrações, ficaram as estórias das grosserias do povo maranhense. Somente comigo foram duas:
- Pergunto pro segurança onde ficava a “Lan-house”. Ele me responde: “Logo alí atrás, quando vc sair do hall principal. Mas isso está na programação. Isso serve pra ler, viu?!”
- Último dia, macarrão insosso no jantar. “Amigo, vc pode me trazer um pouco de sal?” O cabra me vem com um copo de 300ml, transbordando em 4 dedos de sal.
Desconfiamos fortemente que o mal é o guaraná Jesus é o que provoca esse tipo de comportamento, já que o povo de lá toma mais isso que coca cola (isso é realmente intrigante).
Na volta, foram 24 horas de viagem (dessa vez, quase sem paradas e sem se perder no caminho).